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De: Ednéa Nascimento Carvalho
Data: 17 de julho de 2014 18:35
Assunto: reunião do CONSUN
Hugo,
Ouvi dizer que na reunião do Consun que ocorrerá nos proximos dias discutirá o regimento e um dos pontos deste documento será a questão de que para ser diretor de instituto o professor deverá ter titulação de doutor. Quero dizer que sou contra tal ponto pois nesta universidade o quadro de mestre supera o de doutor e a propria universidade quando abriu o último concurso em todas as areas nao abriu a nivel de doutor, foi a nivel de mestre para mais de 180 vagas e, ainda tem-se rumores de que para os campi do interior irá abrir concurso a nivel de especialistas. Segundo a legislação pro reitores podem ser mestres e porque o diretor de uma unidade academica deve ser doutor. O que importa é o profissionalismo exercido pelo professor quando assume a função. Nao adianta termos um doutor (como em experiencias anteriores) que passa o tempo ora fumando ou como outros que dormem até meio dia e nao esteja aqui quando necessitamos de colocar os pontos nos "is".Portanto peço que me represente e reflexione quanto ao posicionamento dos seus pares que na maioria ao saberem desta noticia estão indignados.
No mais agradeço e confio em voce.
Atenciosamente,
Ednea Carvalho
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De: Cleise Abreu
Data: 18 de julho de 2014 08:06
Assunto: CONSUN
Pfo. Hugo gostaria de manifestar minha indignação quanto ao que o Regimento Interno da UFOPA pretende em relaçáo ä diretoria dos Institutos. Somos uma universidade de maioria mestres e o que deve embasar a escolha de uma pessoa é o apoio e o voto de seus pares e não uma titulação. Desta forma, como representante dos docentes, gostaria que o Sr. assumisse uma posição de colocar esse ponto em discussão.
Grata
Cleise Abreu
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De: Daiane Pinheiro
Data: 18 de julho de 2014 17:05
Assunto: Discussão Regimento
Boa tarde professor Hugo. Sou coordenadora do Programa de Educação e
me preocupei em enviar-lhe esse e-mail em nome desse colegiado.
Ontem 17/08, em reunião de colegiado do programa de educação, incluí
na pauta de discussão um ponto que pessoalmente questiono do
regimento, sobre a exigência de apenas Doutores assumirem cargos de
diretores de instituto. Deixei claro da minha parte meu desinteresse
por qualquer candidatura, mas como prof. Mestre dessa universidade
explanei ao colegiado minha insatisfação e conforme termo usado por
mim, de certa forma “desvalorização docente”.
As justificativas são claras. Mestres têm ingressado nessa
universidade e assumido cargos diversos, incumbidos de
responsabilidades operacionais e de gestão, inclusive completamente
sem apoio, como é o meu caso na coordenação desse programa. Também um
dado importante a ser levantado é que dos 39 “docentes ligados ao
curso de Pedagogia/ICED/UFOPA vinte e dois (22) ou 56,4% destes
possuem titulação máxima em âmbito de mestrado; quatorze (14) ou 35,
9% possuem doutorado; (destes três com pós-doutorado)”(PPC –
PEDAGOGIA, 2014, p. 43).
Após o acordo desse colegiado com o que lhes foi exposto, sugeriu-se
que fosse feita a solicitação junto ao representante docente para
abordar esse discussão na reunião extraordinária a ser realizada no
dia 21/07.
Também destacamos que esse colegiado, embora questione a aprovação
desse assunto no regimento, compreende tal situação caso essa seja uma
normativa de âmbito federal das IFES.
Atenciosamente
--
Daiane Pinheiro
Coordenadora do Programa de Educação
Instituto de Ciências da Educação
Universidade Federal do Oeste do Pará
Campo de atuação: Educação Especial, Educação Inclusiva e Educação de Surdos
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De: Heliana C. Aguiar
Data: 19 de julho de 2014 06:57
Assunto: CONSUN
De: Heliana C. Aguiar
Data: 19 de julho de 2014 06:57
Assunto: CONSUN
Caro Prof. Hugo Diniz e demais professores (as)
Primeiro, gostaria de saber dos que defendem que apenas doutores(as) assumam cargos de direção, em que argumentos se baseiam para tal defesa? Desconheço que exista uma lei federal que normatize isso, até pq, se existisse, a meu ver, iria ferir a autonomia das universidade em construírem seus regimentos. Lógico que posso estar enganada e, se estiver, peço que me deem a referência.
Penso que a única "fundamentação" existente é a tradição: competência medida por titulação, desconsiderando o trabalho realizado pelo indivíduo. Nós mestres não servimos para atuar em cargos de direção ( só pro tempore), mas servimos para os cargos de coordenação de programa? Cargo este que, para alguém como eu que era do Campus de Santarém UFPA sabe perfeitamente, sofreu um retrocesso. De Diretores de faculdade no antigo campus a coordenadores "faz tudo" na UFOPA.
O Diretor de faculdade ficava responsável pela parte administrativa, seu vice pela parte acadêmica e tínhamos ainda a grande contribuição de um secretário e 3 bolsistas. Hoje, o coordenador faz o trabalho de todas essas pessoas, sem contar sala de aula, orientações, projetos. E nem vou entrar no mérito das gratificações aviltantes que recebem para serem tarefeiros.
Coordenadores de programas não tem voz nesta instituição ou poder de decisão. cabe apenas a eles receberem ordens que devem ser executadas em prazos exíguos. Sempre me perguntei pq estas ordens vem na sexta com prazo para a segunda, mas é simples a respostas: coordenadores de programas não são humanos, devem fazer o trabalho como se fossem super homens-mulheres e, ao mesmo tempo, são "coisificados". Assim como, para as máquinas não existem noites de sono e fins de semana, o mesmo ocorre com os coordenadores.
Para um cargo tão importante como o de coordenador de programa, apesar de sua desvalorização institucional, nós mestres servimos para ele e, por melhor que desempenhemos esta função, não nos consideram aptos para assumirmos outros cargos, simplesmente por não termos a titulação que mostre, para a acadêmia e sociedade, que também somos seres"pensantes".
É a dicotomia corpo X mente se fazendo presente na universidade: mestre fazem X doutores pensam. Isso é muito grave, p não dizer hipócrita, em uma instituição jovem que, em seu início (2010), se propôs a ser inovadora, interdisciplinar e democrática; e que, atualmente, tem uma gestão eleita prometendo mudanças e que se diz participativa. Não basta mudarem pessoas nos cargos se as práticas preconceituosas e elitizantes são as mesmas.
Aos mestres(as) digo: não esperem que a valorização venha do outro, pq não virá. Esta valorização deve começar por nós mesmos. Não deixemos mais de lado nosso projetos (profissionais e pessoais), orientações e aulas para assumirmos coordenações de programas; que não assumamos mais disciplinas que não são nossas para que colegas possam se doutorar ( eu assumi 15 diferentes desde 2010), que a instituição contrate professores substitutos para isso, como deve ser. Que não façamos parte de projetos de extensão, pesquisa, etc... pensados por doutores que nos convidam não para trabalharmos COM e, sim, para trabalharmos PARA.
Se não somos aptos para sermos diretores de institutos, pro reitores e afins, também não deveríamos ser para as funções acima. Paremos de nos sacrificar em prol da "coletividade individualizante", que so se lembra da nossa existência quando lhes é conveniente. Na verdade, estamos apenas mascarando a falta de recursos humanos desta instituição. PAREMOS NOSSAS "MÁQUINAS", talvez, apenas assim, reconheçam a nossa contribuição.
Quero deixar claro que não tenho nenhum interesse por cargos administrativos, não sou contra os doutores e. muito menos, que este email é motivado pelo sentimento de inveja por aqueles que são doutores ou que estão se doutorando. Apesar de ser uma pessoa cheia de defeitos, e reconhece-los sem medo de "ser feliz", a inveja não está entre eles. Minha única objeção é em relação à desvalorização profissional, baseada exclusivamente na titulação.
Aos que conseguiram ler até aqui...Emoji obrigada pela atenção
Heliana Aguiar
MESTRA SIM, MESTRA DE OBRAS NUNCA MAIS
Profa, Corporeidade e educação
Profa. Ludicidade e educação
Profa. Arte educação.
Profa. Biologia da educação
Profa. Pesquisa e educação
Profa. Seminário I
Profa Seminário II
Profa. Laboratório de pesquisa
Profa. Pedagogia em ambientes não escolares
(UFPA)
Profa. Corporeidade e Ludicidade
Profa. Brincadeiras e desenvolvimento infantil.
Profa. Seminário pesquisa
Profa. Seminário docência
Profa. Didática e formação docente
Profa. Didática - Curso de Química
( Prof. Juarez, entendo a sua preocupação em relação aos professores que assumiram as disciplinas da sua área, para q o senhor pudesse tranquilamente ser liberado p o doutorado, mas so assumi a disciplina por já ter experiência com Didática e ter tido tempo p me preparar, não sou irresponsável, parabéns pelo doutorado e seja bem vindo)
"Quase" Profa em Estágio em Ped. Não Escolar ( suspendi a disciplina por ela não estar de acordo com a lei de estágio na época )
Coordenadora Programa de Pedagogia ( novembro de 2009 a junho de 2010, fui a primeira sair pela deshumanização do cargo)
Ex, diretora provisória do SINDUFOPA ( Minha veia CHE GUEVARRA in modo DESATIVADO atualmente)
Comissão Atividades Independentes
Quase Coordenadora de TCC ( já em exercício sem portaria)
Profa. PARFOR
Coordenadora do PIBID Pedagogia de junho de 2011 a fevereiro de 2014
Coordenadora LELIT agosto de 2012 a julho de 2013
Profa. Adjunto II que já deveria ser adjunto IV desde 2012, se a instituição não perdesse os dois processos de progressão aprovados em colegiado, em 2010 e em 2012.
Nas horas vagas, personal decana. (nunca me recusei a ajudar os professores que aqui chegavam e muito menos tive medo que estes viessem ocupar o meu espaço, p mim todos vcs são e serão muito bem vindos)
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